SOBRE/ABOUT BIODANZA

Elsa & Rolando Toro

Elsa & Rolando Toro

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A Biodanza nasceu no Chile, pela mão de Rolando Toro Araneda, há cerca de 50 anos.

É um sistema de integração e de desenvolvimento de potenciais humanos, mediante a dança e a música, acessível a qualquer pessoa, de qualquer idade.

Integração significa coerência e unidade entre as diferentes funções orgânicas e psíquicas. (O homem actual está dissociado a nível motor, emocional e orgânico. Sente uma coisa, pensa outra e actua de forma diferente.)

desenvolvimento de potenciais humanos significa simplesmente a expressão genética das suas imensas capacidades afectivas e intelectuais.

“A Biodanza é uma poética de encontro humano, que permite a expressão da identidade e o prazer de viver”.

Os exercícios de Biodanza estão organizados a partir de um Modelo Teórico baseado nas Ciências da Vida: a Biologia, a Antropologia, a Psicologia e a Sociologia.

Não se trata apenas uma forma saudável de integração e saúde. A sua acção constitui uma forma de ecologia humana baseada numa percepção da vida como experiência suprema.

A Biodanza possibilita um verdadeiro renascimento existencial. Os alunos fortalecem a confiança em si mesmos, melhoram as suas formas de comunicação afectiva e resgatam o prazer de viver.

A Biodanza trabalha a parte saudável das pessoas e fundamentalmente o amor como fonte de vida.

A Biodanza está centrada na identidade e não na personalidade e utiliza indistintamente linguagem científica e poética.

Biodanza was born in Chile, created by Rolando Toro Araneda over 50 years ago. 

 

It is a system of integration and development of the human potential through dance and music, accessible to anyone, of any age.

 

Integration means coherence and unity between different organic and psychic functions. (Modern man is dissociated from his motor, emotional and organic functions. He feels one thing, thinks another and acts in a different way). 

 

The development of human potential simply means the genetic expression of our immense emotional and intellectual capacities.

 

"Biodanza is the poetry of human encounter, which allows the expression of identity and the joy of living".

 

The Biodanza exercises are organized from a theoretical model based on the Life Sciences: Biology, Anthropology, Psychology and Sociology.

 

Not only is it a healthy path towards integration and wellbeing. Its action constitutes a form of human ecology based on the perception of life as a supreme experience.

 

Biodanza enables a true existential rebirth. Students strengthen self-confidence, improve their communication and affection skills and redeem the joy of living. 

 

Biodanza works the healthy side of people and fundamentally love as the source of life.
Biodanza is centered on identity and not on personality and uses interchangeably scientific and poetic language.

O LIVRO/THE BOOK

Um projecto de Amor. Um livro sobre Biodanza. O primeiro em muitos anos. Em português e inglês.

A project of Love. A book about Biodanza. The first in many years. In English and Portuguese.

Saiba mais sobre o livro aqui. You can find out more about it here.

Excertos dos textos escritos por Elsa David para o livro:

A Biodanza na minha vida.

Sempre tive duas paixões na vida: desenhar e dançar. Ao longo dos anos e dos estudos desenvolvi as duas mas a arquitectura e as artes plásticas tomaram a dianteira. Sempre me exprimi através do traço, das manchas, das cores, dos volumes, e sentia-me feliz com a expressão da minha criatividade nos meus projectos. Em paralelo a dança nunca me deixou (pratiquei-a desde criança) porque deflagrava em mim vivências que eu não atingia de outra forma. Pulsando entre essa expressão plástica do traço e essa expressão emocional do gesto decorreram 40 anos da minha vida. Conheci a Biodanza numa aula aberta em Sintra com o meu facilitador do coração: Nuno Pinto. Cheguei lá sem conhecer nada nem ninguém, seguindo um impulso interno. Pensando que a Biodanza seria mais um outro tipo de dança, como as muitas formas que tinha experimentado ao longo da vida. Assim, a Biodanza entrou em mim pela dança e pelo meu prazer de dançar. Isso foi aquilo que me levou a procura-la.

Percebi rapidamente que a Biodanza ecoava fundo no mais profundo da minha alma. Sabendo eu o quanto as experiências de dança podem ser deflagradoras de vivências intensas, tudo parecia encaixar num caminho que eu teria de seguir até ao último dos meus dias.

Comecei a Escola de Biodanza ávida de conhecimento, afinal, haver uma base teórica transdisciplinar que sustentasse a experiência da Biodanza era algo imperdível.

Avançando no percurso da Escola fui-me comprometendo com o processo de vir a ser facilitadora um dia, algo impensável nos meus inícios, por me sentir tão realizada com a minha profissão anterior. Percebi aos poucos que acumular experiências só nos enriquece, e que, se nos auto-regularmos, podemos ir fazendo e desenvolvendo tudo aquilo que nos propomos, dentro deste universo abundante que nos rodeia, sem termos de desistir de nada, a não ser daquilo que nos tolhe e prende os sentidos e a percepção da realidade da vida.

Mas o grande salto evolutivo no processo que é a Biodanza (começamos por ser alunos de grupos regulares, depois fazemos workshops vivenciais e de aprofundamento, depois a escola de formação de facilitadores…) o grande salto “quântico” dá-se quando começamos a ser facilitadores.

Primeiro facilitadores em supervisão, depois facilitadores titulados e depois finalmente facilitadores didactas. Um caminho infinito de aprendizagem. Sempre mais, mais profundo, mais enriquecedor, mais satisfatório. Não avançamos sozinhos, não crescemos separados, tudo se consegue em grupo, quase sem darmos por isso. E um dia … a nossa vida não é mais a mesma! Por isso me foco sempre no potencial transformador da Biodanza.

Costumo dizer que, em mim, a Biodanza, virou-me a vida “de pernas para o ar”, ou talvez devesse dizer o contrário, porque a sinto agora mais harmoniosa e equilibrada do que antes.

Não posso deixar de mencionar na minha biografia de facilitadora as experiencias que fui tendo enquanto facilitadora de vários grupos e como elas me foram realmente transformando. Um crescimento a par e passo com todos aqueles que me rodeavam. Acompanhar um grupo regular acarreta essa responsabilidade de inspirar os outros a viver de forma não mais dissociada. Essa foi a minha aposta desde o início.

A minha primeira experiência – Maio/Junho 2008 – foi numa grande empresa – num estágio que duraria 6 semanas, e que deixaria a porta aberta para uma possível continuação, que acabou por nunca acontecer. A experiência foi válida porque desmontou a minha ilusão de trabalhar com workaholics em empresas. A minha segunda experiência – Maio 2008/Janeiro 2009 foi com um grupo de Acção Social na Academia Sénior da Cruz Vermelha da Parede. Um grupo de cerca de 25 alunos com idades entre os 60 e os 80 anos que se deixou contagiar pelo meu entusiasmo, abrindo-se à experiência de dançar a vida, de forma plena.

A minha terceira experiência, um Grupo Regular de Integração, teve início em meados de Outubro de 2008 reuniu alguns alunos que transitaram do grupo da Cruz Vermelha e muitos que surgiram espontaneamente, vindos pela mão de amigos ou tomando conhecimento através de alguma pouca divulgação que fiz. O grupo constituiu rapidamente uma “matriz grupal” com um núcleo de cerca de 20 elementos, entre os 27 e os 72 anos, sendo o número de senhoras e de homens muito aproximado. Alguns desses alunos ainda dançam comigo (alguns há mais de 5 anos) e hoje são facilitadores ou estão a terminar o curso para facilitadores. Esse foi o meu primeiro grupo aberto e lembro-me que cada semana celebrava a entrada de novos alunos com alegria e entusiasmo, mas também, ao longo dos anos, fui lidando com o meu desapego (uma grande aprendizagem para mim) quando eles, por diversos motivos, partiam.

Esse grupo constituído em Outubro de 2008 transitou para Grupo Regular de Aprofundamento em Janeiro de 2012, altura em que abri um segundo grupo de integração de início. Esse segundo grupo integrou já parcialmente o Grupo de Aprofundamento e abri um terceiro grupo de integração em Setembro de 2013. A vida não pára. A Biodanza vai tomando um lugar cada vez mais importante na minha vida.

Sinto cada aluno como o autor da sua própria vida, inspiro-o a isso mesmo.

A relação com os alunos.

Ser facilitador é como ser um jardineiro frente a uma semente que contem já todos os potenciais (conceito de Carl Rogers, muito interessante e muito diferente do conceito do professor que vai depositar a sua imensa sabedoria nos alunos ignorantes). Ser facilitadora devolve-me infinitamente mais do que alguma vez poderei dar aos meus alunos e aprendo com eles tanto mais do que alguma vez lhes poderei ensinar. O tal salto “quântico” de que falava antes é isso mesmo, a percepção plena de que evoluímos a par com os nossos alunos, crescemos com eles num processo mágico de simbiose plena. Acompanhando eu sou acompanhada, ensinando eu aprendo, pondo em práctica tudo aquilo que aprendi eu partilho com os outros e comigo e a transformação acontece. Mudei de companheiro, de profissão, de cidade, de casa, de prioridades. Sou muito melhor mulher e mãe, conheço-me muito melhor e sou muito mais tolerante comigo, aprendi a lidar com o mundo temperamental e revolto das emoções com carinho e um cuidado infinito, não sei mais dar conselhos mas ajudo a abrir os olhos e a “sacudir” aqueles que precisam de mudar de vida.

Ensinar assim é maravilhoso porque é um “aprender junto”. Como facilitadora apenas tenho que criar as condições ideais para que essa semente se desenvolva. Um jardineiro cuidadoso vai cuidar que não haja demasiado sol nem chuva, nem demasiado vento, nem que seja uma zona de passagem com um trânsito intenso. Um facilitador faz o mesmo, reúne os ecofactores positivos que vão criar o melhor entorno possível para que o aluno desenvolva todos os seus potenciais.

Sabemos que facilitar um processo de Biodanza é favorecer mudanças no estilo da vida do aluno. Mas nós próprios temos de fazer o nosso processo, isso é fundamental. E temos de nos manter sempre muito atentos.

Por outro lado conhecer os exercícios, as músicas e as consignas[1] não chega, temos também de saber os efeitos da sua aplicação, os efeitos na bioquímica do organismo, os efeitos na existência humana.

E por último é fundamental a capacidade de escuta afectiva, refrear a tendência a intervir e a interpretar. Ser um facilitador é muito diferente de ser um terapeuta. Mas, tal como um terapeuta, é fundamental ter empatia e ter uma boa capacidade de observação e ter um grande sentido de responsabilidade.

O aluno de Biodanza é convidado a adquirir capacidades motoras de forma a se exprimir mais e mais plenamente quando dança, quando a música o dança a ele. A diferença em relação a outras formas de dança é que não há coreografia, nem apresentação, nem espectáculo, não é uma dança para se ver, é sim para se sentir.

Tendo eu própria feito um caminho da dança para a Biodanza carrego na minha herança a vontade de inspirar os meus alunos a se disponibilizarem para dançar mais e mais. Ao longo dos meus anos como facilitadora o mais importante foi aquilo que testemunhei no processo evolutivo dos meus alunos. A transformação é lenta mas extremamente potente. Como disse Rolando Toro, ”as pessoas possuem nelas uma força extraordinária que só espera ser invocada. Uma força de reorganização, de renovação, de reparação e de cura. No entanto essa força não pode ser evocada estando nós isolados. É na interacção com o mundo, com o grupo que dispara essa « physis » - essa alquimia sagrada”.

Quem são os meus alunos.

Os meus alunos são todos diferentes: idade, género, estudos, profissão, back-ground social e económico, peso e altura! E, no entanto, são tão próximos que se transformam aos poucos numa família. Muitos aparecem-me perseguindo sonhos de encontrarem alguém especial, de terem mais amigos, vontade de passarem um bom bocado, de se divertirem ao fim do dia. Muitos nunca ouviram falar de Biodanza e caem de pára-quedas sem saber o que procuram nem o que querem encontrar. Alguns alunos chegam-me em estados graves e esses exigem uma atenção e um sentido de responsabilidade muito especial da minha parte. A estes alunos nunca podemos deixar que olhem a Biodanza como uma salvação para todos os males nem que deixem de ser acompanhados subitamente pelos terapeutas que os têm vindo a seguir.

Existem vários graus de “gravidade” no estado anímico e psíquico dos alunos.

Alguns são mais fáceis de resgatar. Às vezes só ajudando a levar luz à consciência do problema. Sempre responsabilizando-os pelos seus processos e pelo caminho a fazer. E colocando o enfoque na sua parte saudável. Aqui referiria apenas um por ser recorrente: pessoas que internalizaram sabotadores à sua própria felicidade.

Foram-se encouraçando na sua infância e juventude, respondendo a desqualificações diversas da parte de outros (em geral pessoas muito próximas), e aos poucos, elas próprias assumiram esse papel de se continuarem a sabotar por desqualificação permanente (não vou conseguir, nunca soube fazer, não tenho jeito, não sei, não sou bonito, não sou inteligente, não tenho capacidades, etc).

Tomarem consciência de que elas próprias agora se sabotam no seu processo de serem felizes é o primeiro passo para irem tomando um caminho diferente.

Vivemos num mundo onde ser infeliz passou a ser normal e até de certa forma bem visto.

As poucas vezes que estive com Rolando Toro Araneda (Junho 2008, em Itália, e Janeiro 2009, em Portugal), aquilo que mais me impressionou foi a forma como falava, com uma vivacidade, uma intensidade, uma vontade de mais vida que contagiava e acendia os fogos mais apagados. Ele dava plena permissão a sermos felizes. É celebrando a vida como ele nos ensinou que todas as semanas dançamos. E pensar que reunir um grupo para dançar todas as semanas pode trazer resultados tão surpreendentes em relativamente pouco tempo é absolutamente avassalador.

Para mim que embora sempre tenha gostado muito de relações humanas nunca me considerei uma terapeuta, foi um abrir de portas, responsabilidade, consciencia.

Ao início ficava muito assustada porque alguns dos meus alunos começaram a separar-se dos companheiros o que me dava um desconforto tremendo mesmo sabendo que eram relações tóxicas assim tinham vivido durante anos (e de repente com alguns meses de aulas abriam as portas de casa para largarem uma vida que já não lhes fazia sentido!). Muitos alunos deixaram os comprimidos para dormir sabendo eu o quanto isso são processos que têm de ser feitos com acompanhamento médico. Passei os primeiros tempos de facilitadora numa agitação interna de não saber se estava a lidar bem com tudo aquilo que acontecia paralelamente às aulas com os meus alunos. Parecia que efectivamente se tinham envolvido num acelerador de processo de transformação que não havia forma de voltarem atrás. Depois habituei-me a que assim fosse. Por muito que falasse num processo homeopático, de transformação gradual percebi que para muitos alunos aquilo era uma porta aberta para uma vida de verdade. Uma revolução, um terramoto, uma viragem de 180 graus. E felizmente tenho à minha volta muitas histórias com finais felizes.

Excerpts of Elsa David´s texts you can find in the book:

How did Biodanza come into my life

I've always had two passions in life: to draw and to dance. Over the years I developed both, through formal studies and practice, but architecture and fine arts took the lead. I have always expressed myself through line, surface, color, volume, and I was happy with the expression of my creativity in my projects. In parallel dance was always with me (I have practiced dance since childhood) as it ignited experiences that I would not have reached otherwise. I went on pulsating between artistic expression and emotional expression and gesture, for 40 years of my life. I had the first contact with Biodanza in Sintra at an open class with a facilitator who is close to my heart: Nuno Pinto. I got there without knowing anything or anyone, following an internal impulse. At the time I was thinking that Biodanza would be another kind of dance, like many forms that I had experienced throughout life. Thus, Biodanza came to me through dance and the pleasure that dancing brought me. That was what led me to search for it.

I quickly realized that Biodanza echoed deep in the depths of my soul. Knowing how much dance vivencias can create intense experiences; everything seemed to fit in a path I would follow to the last of my days. Starting at the Biodanza School was an unforgettable experience.  I started eager for knowledge and to acquire a trans-disciplinary theoretical base that would support the experience of Biodanza. Advancing on the path that the Biodanza School proposes I was gradually committing myself to the process of becoming a facilitator one day, something unthinkable at the very beginning, as I felt completely accomplished with my previous professional occupation. I gradually realized that to advance into new experiences only enriches us, and that if we regulate ourselves, we can accomplish and develop all that we wish for, in this abundant universe around us, without having to give up anything, except what hinders us and holds down the sense and perception of the reality of life.

But the great evolutionary leap in the process of Biodanza  (we begin as students in  regular groups, then we attend  specific workshops for deepening the experiences - “aprofundamentos” -, later we enroll into the Biodanza School to train as facilitators) the big "quantum" leap happens when we begin working as facilitators.

First as facilitators under supervision, then as fully trained, diploma bearing facilitators, and finally as Didact facilitators. An endless path of learning. Always more satisfying, going deeper, and enriching ourselves. We do not advance alone, we do not grow alone; everything is achieved as part of a group, almost without realizing it. And one day ... our life is not the same! So I always focus on the transformative potential of Biodanza.

I often say that for me Biodanza turned my life "upside down", or perhaps I should say the opposite, because I now feel more harmonious and balanced than before. In my biography as a Biodanza facilitator I have to mention the experiences I have had with several groups I have facilitated and how they  really changed me. This personal growth went hand in hand with the growth of all those around me. To facilitate a regular group involves the responsibility of inspiring others to live no longer a dissociated life. That was my bet from the beginning.

My first experience as facilitator happened on May and June 2008 in a large company and lasted six weeks. It seemed that it would open the door for a sequel that actually never happened. The experience was valid because it deconstructed my illusion of facilitating workaholics in large corporations. My second experience from June 2008 till January 2009 was with a Social Action group in the Senior Academy of the Red Cross in Parede, Portugal. I had a group of about 25 students with ages between 60 and 80, who felt inspired by my enthusiasm, opening up to the experience of dancing life, in full.

My third experience, a Regular Integration Group, began in mid-October 2008. It brought together some students from the Red Cross group and other students who came spontaneously, by the hand of friends or by having read somewhere something resulting from the little advert I had made. The students quickly formed a "group matrix" with a core of about 20 members, aged between 27 and 72, with a very similar number of men and women. Some of these students still dance with me (some for more than 5 years) and are now facilitators or are completing Biodanza School. This was my first open group and I remember that every week I celebrated the arrival of new students with joy and enthusiasm, but also, over the years, I had to deal with the need for detachment (a great learning for me) when they, for various reasons, left the group.

This group formed in October 2008 became the advanced Deepening Regular Group on January 2012. At that time I opened a second group to integrate new students. This second group was partially integrated into the advanced group and I opened a third beginners group in September 2013. Life does not stop. Biodanza is taking an increasingly important place in my life. I feel each student to be the author of his or her own life, and I like to think that I have inspired them to do that.

How do the relationships with my students develop

Being a facilitator is like being a gardener tending a seed that already contains all the potential (a very interesting concept proposed by Carl Rogers, very different from the concept of the teacher who bestows immense wisdom into the ignorant students.) To be a facilitator gives me back infinitely more than I can ever give to my students. I learn from them so much more than I can ever teach them. The so called “quantum" leap as a facilitator is exactly that; we facilitators grow and evolve alongside our students, in a magical process of complete symbiosis. As I support them I am also supported, as I teach  I am also learning, while I put into practice everything I learned I share with others and with me all the transformations that happen. I have changed my life companion, my profession, my city, my home, and my priorities. I am now a much better wife and mother, I know myself much better and I am much more tolerant with myself, I have learned to deal with the moody, churning world of emotions, with love and infinite care, I no longer know how to give advice but I help open the eyes and " shake " those who need to change their lives.

Teaching in this manner is wonderful because it is a "learning together". As facilitator I only have to create ideal conditions for the seed to develop. A careful gardener will take care that there is not too much sun nor rain nor wind, and the seed is not in a passage area with heavy traffic. A facilitator does the same; gathers positive eco-factors that will create the best possible environment for the students to develop all their potential. We know that to facilitate a Biodanza process is to enhance change in the student’s lifestyle. But we ourselves have to follow our own process, this is crucial. And we must always remain very attentive. And just having the knowledge of the exercises, songs and “consignas” is not enough; we also have to know the effects of its administration, the effects on the body's biochemistry, and the effects on human existence. And last it is paramount to have \the ability to listen affectively, curbing the tendency to intervene and interpret. Being a facilitator is very different from being a therapist. But, like the therapist, it is critical to have empathy and have good observation skills and have a great sense of responsibility.

The Biodanza student is invited to acquire motor skills in order to express him or herself more and more fully when dancing, and when the music dances him or her. The difference from other forms of dance is that there is no choreography, no representation or show; it is not a dance to watch, but a dance to feel.

Having myself made the path from dance to Biodanza I carry as a legacy the will to inspire my students to make themselves more and more available to dance. Throughout my years as a facilitator the more important thing for me was to witness the progress of my students. The transformation is slow but extremely powerful. As Rolando Toro is quoted to have said; "people have in them an extraordinary power waiting only be invoked. A force for reorganization, for renovation, for repair and for healing. However this force cannot be evoked when we are isolated. It is the interaction with the world and with the group that triggers this “physis” - this sacred alchemy."

Who are my Biodanza students

My students are all different: in age, gender, academic training, profession, social and economic background, height and weight! And yet they are so close to each other that they have gradually become a family. Many start coming to class chasing dreams of finding someone special, of having more friends, of having a good time, to enjoy them at the end of the day. Many have never heard of Biodanza and parachute into class without knowing what they are looking for or wish to find. Some students come to me hurt and troubled and require a very special attention and sense of responsibility from me. We can never allow these students to see Biodanza as a salvation for all ills nor should they cease to be followed by their therapists.

There are varying degrees of severity in physical and psychological state of students.

Some are easy to redeem. Sometimes it is enough to shed some light and awareness about their problems. Always holding them accountable for their own process and the way to proceed, whilst always focusing the attention on the healthy part of the student. Here I would like to mention one common problem: that of people who have internalized saboteurs to their own happiness.

They have built rigid armors in their childhood and youth, responding to various disqualifying stimuli from others (usually people very close to them.) Gradually they take on that role and continue the sabotage by permanent disqualification. They tell themselves; “I will not achieve," “I am not able to do it," “I do not know," “I am not pretty," “I am not smart," “I have no skills," and so forth. By recognizing that they have sabotaged their own happiness, they have taken the first step on a different path. We live in a world where being unhappy has become normal and even somewhat well regarded.

 The few times I met Rolando Toro Araneda (June 2008, in Italy, and January 2009 in Portugal), what struck me most was the way he spoke, with a vividness, an intensity, a desire for more life that was contagious and could light  the faintest of inner fires. He gave full permission to all of us to be happy. It is celebrating life as he taught us that every week we dance. It is overwhelming to think that to gather a group of people to dance every week can bring such amazing results in a relatively short time.

Although very fond of human relationships I have never considered myself to be a therapist, and Biodanza has been an opening of doors; to responsibility, to consciousness. At the beginning as a Biodanza facilitator, I was very scared because some of my students began to separate from their life companions. That gave me tremendous discomfort, although I knew that those were toxic relationships they had lived with for years. Suddenly after a few months of Biodanza classes they would open their front doors and leave a life that no longer made sense to them! Many students stopped using sleeping pills in an autonomous process that should have been done under medical supervision. I spent the early days as a facilitator in inner turmoil not knowing if I was dealing well with everything that was happening with my students. It seemed that they had gotten themselves involved in an accelerated transformation process and there was no way back. With time, I got used to it. As much as I spoke about a homeopathic process of gradual transformation I realized that, for many students, Biodanza was an open door to a more truthful life. A revolution, an earthquake, an 180 degree turn in their lives.

And, fortunately, I have around me many stories with happy endings.