" Os filhos cresceram e prepararam-se para partir em busca de outros refúgios. Então o casal apaixonou-se por um novo projecto de habitação, que queria ver implantado num terreno (Caxias) com uma vista esplendorosa, apesar do seu preço, excessivamente inflacionado, corresponder a uma área de difícil adaptação. A decisão de compra foi tomada de um fôlego, pois o facto de o local ter bons acessos e se encontrar próximo de Lisboa pesou na opção final.
O projecto, da arquitecta Elsa David, resultou numa imagem simples e equilibrada, assumidamente contemporânea. A definição da caixilharia segue as linhas geométricas existentes no plano da fachada. "Esta moradia é 'herdeira', em parte, de um outro projecto no qual participei, o edifício Alto de Santo Amaro, que os clientes conheciam e do qual gostavam. As alhetas acusadas, bem como os vãos, a quadrícula, a métrica, sou obcecada por tudo isso. Em relação à imagem exterior sou pouco tolerante."
No interior, pedia-se que a intimidade do casal fosse sinónimo de espaços abertos e comunicantes - até no plano visual - pois no dia-a-dia os residentes encontravam-se a sós. As visitas, frequentes, de filhos e amigos, impunham, porém, algumas restrições. "As portas de correr tornam o espaço mais versátil e dão-lhe, uma vez fechadas, a escala confortável, para que duas pessoas não se sintam perdidas", explica a arquitecta.
A área de construção permitida não podia exceder os 300 metros quadrados e o sonho dos proprietários obrigava à transformação ►
Legenda canto inferior dto:
" o pavimento exterior é rígido (Soplacas), com floreiras, ou composto por relvados com árvores e arbustos. Os caixilhos são de alumínio termolacado branco com vidros duplos e os estores de lâminas horizontais metálicas brancas"